Chamado de Solidariedade ao Povo Palestino

Notícias 01/12/2014

Durante a noite, falou-se sobre violência, discriminação e sobre a profunda injustiça internacional com o povo palestino. Mas falou-se, principalmente, sobre esperança.  Juntamente com o Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino, o gabinete do mandato Lino Peres organizou um evento de solidariedade à causa palestina na noite de 27/11, no Plenarinho da Câmara Municipal, como parte do Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino, que é celebrado dia 29.

Os relatos dos palestinos presentes deram vida ao que vemos no noticiário, de longe: a injustiça diária no Oriente Médio - dos bombardeios mortais ao cerceamento das menores liberdades - são parte de um genocídio em andamento, apoiado pelos maiores países imperialistas do mundo. “Não haverá paz no mundo enquanto não houver uma palestina livre”, discursou Lino.

A mesa contou com as presenças de Kader Othman (Comitê), Fawzi Mashni (Ex-embaixador da Palestina no México), o sheik Amin Alakaran (Centro Islâmico de Florianópolis), o cubano Hasan Félix (Solidariedade com Palestina e luta contra o sionismo - uma barricada contra o racismo), Silvinha Grando (Comitê), Lelê Bittencourt (mediadora) e o vereador Lino Peres.

“Estamos pagando por pecados que não cometemos. Não tivemos nada a ver com o Holocausto”, disse Mashni, ex-embaixador da Palestina no México. A divisão do território palestino para a fundação de Israel, depois da segunda guerra mundial, iniciou um processo de subjugação do povo palestino por parte dos israelenses que atravessa as décadas e tem o apoio irrestrito dos Estados Unidos. Na última sequência de atrocidades, na metade deste ano, foram 2150 mortos, 12 mil feridos, 20 mil habitações e a maior parte da infraestrutura de Gaza destruídos. “Buscamos apenas igualdade, e paz para todos”, destacou Mashni.

O cubano Hasan Félix disse que se identificou imediatamente quando conheceu a questão palestina. Afirmou que a injustiça sofrida por eles é da mesma natureza discriminatória e desumana com que a comunidade internacional trata os negros. Silvinha, que conheceu bem o povo palestino em suas viagens pelo país, descreveu situações de cotidianas de violência em Gaza e ressaltou a força do povo. “As mulheres palestinas são muito, muito fortes, e é o amor delas que sustenta a resistência dos homens”, disse.

“Precisamos levar essa mensagem de solidariedade às escolas, às universidades, à toda a população. É necessário ampliar esta campanha”, declarou Lino.  Ele também afirmou que o governo brasileiro, mesmo tendo sido um dos primeiros governos a se manifestar em apoio ao povo palestino, deveria rever suas relações comerciais e diplomáticas com o Estado de Israel. Assinalou, também, a necessidade da divulgação do manifesto do Partido dos Trabalhadores e Central Sindical da Argélia como forma de solidariedade dos trabalhadores do mundo à causa palestina. Este documento foi distribuído na reunião.  

Lino destacou a importância de os parlamentares municipais e estaduais se comprometerem com a campanha de defesa de uma Palestina Livre.

“Em minhas visitas à Palestina, conheci um preso político que ficou confinado por 29 anos, mais tempo que Mandela, apenas por falar em defesa de seu povo. Tive raiva por ele, estava indignada. Calmamente, ele me disse: ‘a Palestina é a chave que trará a paz no mundo’ ” – Silvinha Grando.