NOTA DE REPÚDIO ÀS AÇÕES TRUCULENTAS DURANTE A GREVE DA COMCAP

Notícias 24/07/2017

O mandato do vereador Prof. Lino Peres (PT) declara seu apoio irrestrito aos trabalhadores da Companhia de Melhoramentos de Florianópolis (Comcap) e repudia veementemente as ações da Prefeitura, da maioria dos vereadores de Florianópolis e do policiamento durante a discussão do Projeto de Lei que transforma a empresa em autarquia. O prefeito Gean Loureiro passou dias mentindo e manipulando a categoria, apostando na desmobilização e no seu poder de controle sobre a Câmara de Vereadores. A Guarda Municipal e a Polícia Militar serviram como Guarda Pretoriana, reprimiram com excessiva violência as manifestações e impediram as trabalhadoras e os trabalhadores de entrar na Casa do Povo para assistir matéria que afetará diretamente suas próprias vidas. Sem qualquer transparência ou respeito democrático, a Câmara Municipal realizou sessões de portas fechadas e a base governista aprovou o PL do prefeito sem análise nas comissões ou discussão com a sociedade.

Florianópolis acompanha o Estado de Exceção já instalado no país. O PMDB local, apoiado pelos partidos golpistas, inspira-se nas traições do seu comando nacional.

Na manhã deste 13 de julho, os legisladores da Capital, sob a batuta do presidente Gui Pereira (PR), realizaram uma manobra espúria ao reunir a aprovação de três comissões permanentes e aprovar o Projeto de Lei do Executivo em menos de cinco minutos. O prefeito sancionou a lei em apenas duas horas. Não houve convocação oficial para as comissões (vereadores da oposição não foram informados e não puderam participar), não houve análise e nenhum vereador discutiu a matéria. O Bloco de Oposição, incluindo Lino Peres, recusou-se a participar do vergonhoso teatro que pode ter decretado a privatização via terceirização da Comcap, como já ocorreu em São Paulo e Rio de Janeiro, e selado o destino de 1600 famílias. Dezenas de trabalhadoras(es) foram feridos por balas de borracha, cassetetes, bombas de efeito moral e gás de pimenta, objetos atirados com aparente ódio institucional contra a população. Mas o efeito permanente é o ataque à democracia, saqueada de suas premissas mais básicas.

Apesar de toda a truculência, as(os) trabalhadoras(es) organizados em atos e assembleias permanentes na frente da Câmara e ocupação de dois andares do prédio, conseguiram adiar por 24 horas a sessão. Mantiveram-se unidos, provaram sua capacidade de organização e viram referência nacional na defesa de direitos na mesma semana em que o Senado aprovou o retrocesso da Reforma Trabalhista.