ATO HOMENAGEIA PROFESSOR MARCONDES NAMBLÁ

Notícias 12/01/2018

No dia 10 de janeiro de 2018, o mandato participou do ato em memória do professor Xokleng Marcondes Namblá, assassinado na cidade de Penha no início deste ano. Para que o crime, motivado pela barbárie e pelo racismo, não fique impune e para que o espírito de seu guerreiro retorne à aldeia no Território Indígena Laklãnõ é que familiares e amigas(os) foram até o local onde o sangue de Marcondes foi derramado. O professor que inspirou sua comunidade ao atravessar as barreiras e ingressar no curso para professoras(es) indígenas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), buscou ferramentas para falar de si e de seu povo e inspirou sua aldeia a reviver o ensino e o uso da língua nativa.

Este caso soma-se a outros de etnocídio e de genocídio das(os) indígenas no Brasil. Segundo a Conselho Indigenista Missionário (CIMI), em 2016, 118 foram assassinadas(os) no Brasil e 735 crianças morreram por causas relacionadas com a desnutrição. Além dos assassinatos, os povos indígenas são vítimas de ameaças, intimidações, arbitrariedades e racismo. A ação dos ruralistas tem provocado como resposta o massacre de grupos com requintes de crueldade e de tortura. Por outro lado, as instituições de defesa dos povos indígenas, denunciaram que o golpe chegou à FUNAI, enfraquecendo a instituição e seus objetivos principais para a coordenação da política indigenista no Brasil.

Diante desse cenário, o mandato está envolvidos com as lutas pelos direitos dos povos indígenas, destacadamente dos Guarani do Morro dos Cavalos; dos Kaingangs que chegam à Florianópolis e não encontram políticas de acolhimento e dos Xoklengs para que a justiça se faça no caso do professor Marcondes Namblá.

Não existira democracia sem o respeito à autonomia, à vida, às terras, à cultura e à identidade dos povos indígenas!

Crédito de imagem: Matheus Haddad e Talita Burbulhan