LINO FICA INDIGNADO COM PROPOSTA DE MARINA NA BEIRA MAR NORTE

Notícias 21/09/2018

LINO CONTESTA MARINA NA BEIRA-MAR NORTE

Em audiência pública no dia 20 de setembro na Câmara Municipal de Florianópolis, o prefeito Gean Loureiro, secretários, empresários e diversas entidades ligadas ao empresariado insistiram que Florianópolis “olhe para o futuro e que os vereadores aprovem” o projeto de uma Marina na Beira-Mar Norte. Mas Marina para quem? Com 90% de vagas privadas e apenas 10% públicas, em um processo que correu no obscurantismo na Câmara e agora é lançado, às pressas, como a boia de salvação da cidade, talvez esteja claro para quem servirá esse megaempreendimento.

O Projeto de Lei está desde 2016 na Câmara, mas o Executivo nunca se preocupou com a transparência ou em estimular a participação popular pedagógica – cerca de 150 pessoas participaram de uma consulta pública feita pela Prefeitura.

Além disso, é necessário um diagnóstico e um estudo da capacidade de suporte que forneça os dados necessários para a execução de um possível projeto. É preciso que haja um cruzamento de dados das áreas afins: mobilidade urbana, ambiental, cultural e outros fatores envolvidos. A partir desse estudo é que chegaríamos a uma proposta de sim ou não a uma marina nesse local.

Como membro da comissão de Viação da Câmara, o vereador Prof. Lino Peres insistiu que o PL fosse para o IPUF e os órgãos ambientais para manifestação, considerando que o projeto que está na Consulta Pública não confere com o que está na Câmara; e, assim que voltasse, que fosse discutido em Audiência Pública amplamente divulgada. Foi solenemente negado.

Lino estava indignado com a irresponsabilidade e a tentativa de imposição de um projeto desse tipo, como se pode ver no vídeo. “O Plamus já afirmava que a Beira-Mar Norte estava saturada. Nos anos 2000 já sabíamos que estava saturado, onde está o estudo que prevê o impacto de 624 carros, no mínimo, nessa região?”, questionou.
 

VIDA MARINHA
 

O professor de Conservação e Estudos de Impacto Ambiental da UFSC José Salatiel indagou: “Como se dá aval a um empreendimento antes de saber os impactos que ele causará sobre o meio ambiente, sobre o meio social e a sua viabilidade econômica a longo prazo? Em nenhum lugar do mundo se faz assim. Como pode-se esperar que os nossos vereadores tomem uma decisão sem os dados em mãos?"

Outro problema seríssimo: a poluição da água e a poluição sonora. Cetáceos (baleias e golfinhos) se comunicam por ondas sonoras que serão impedidos pelas centenas de barcos em movimentos. Já é comprovado cientificamente pela UFSC que as baías de Florianópolis têm níveis significativos de metais pesados, quando ocorrer a dragagem os sedimentos subirão e intoxicarão de forma grave as águas, contaminando todos os animais. Isso acabará com a maricultura.

A discussão apenas começou, mas Gean Loureiro e sua base pretendem patrolar. Esse PL, apesar de absurdo, virá ao plenário para votação já nessa segunda-feira, 24.

 

Vídeo