I Debate Programado sobre o “SISTEMA DE TRANSPORTE PÚBLICO CIRCULAR DA BACIA DO ITACORUBI”

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Prezados moradores, estudantes, trabalhadores da Bacia do Itacorubi e demais interessados.

A urbanização da Bacia do Itacorubi vem crescendo aceleradamente nos últimos 40 anos, passando de uma região predominantemente rural na primeira metade da década de 70, para uma das áreas da cidade mais densas demograficamente e mais urbanizadas de Florianópolis.

Neste período de 40 anos recebeu muitas instituições públicas (UFSC, UDESC, Eletrosul, Celesc, Epagri, Telesc, entre outras). Estabelecimentos comerciais e de serviços de grande e médio porte intensificaram o processo de expansão urbana, para atender as novas demandas da população crescente dos bairros. Houve ampliação e qualificação dos espaços públicos e privados com a construção das redes de infraestrutura e equipamentos urbanos. O sistema viário se expandiu por toda a área. Muitos novos bairros foram se formando neste período, pela ocupação inicial das terras mais baixas por ação dos empreendimentos imobiliários e de parcelas significativas da população de baixa renda, migrantes e residentes tradicionais retirados de suas terras originais, que passaram a ocupar também as encostas dos morros.

Embora a população da região tenha crescido vegetativamente neste período, o maior crescimento se deu pela chegada de migrantes de outras cidades de SC e de outros Estados do Brasil, que aqui se instalaram na busca de empregos, oportunidades de estudo, investimentos comerciais e imobiliários, proximidade com o Centro da cidade, equidistância de locais e praias turísticas, etc.

No entanto, acompanhando esta evolução, cresceram também os problemas típicos da urbanização acelerada, tais como: exclusão social, aumento das desigualdades sociais e espaciais, ocupações de áreas de preservação ambiental e áreas de risco, vias públicas com péssimos calçamentos e às vezes intransitáveis, calçadas mal construídas e perigosas, carência de ciclovias, deslocamento da população por meios de transportes públicos de baixa qualidade, problemas de congestionamentos, de saneamento, de poluição da bacia hidrográfica, deficiência da iluminação pública, de degradação ambiental, de aumento da criminalidade, entre muitos outros.

A Mobilidade urbana e a proposta do Circular da Bacia do Itacorubi

O GEMURB (Grupo de Estudos da Mobilidade Urbana – UFSC/ARQ) convida todos a debater os problemas de mobilidade urbana na região e discutir a proposta da implantação de um Sistema de Transporte Público Circular para a Bacia do Itacorubi.

A implantação de um sistema de transporte público circular vem sendo defendida por muitos no âmbito da comunidade, instituições universitárias e empresas instaladas na região da BI. O Gemurb, com base nesta demanda social, elaborou uma proposta para discussão de um sistema de transporte público circular, pautado em critérios de mobilidade sustentável para a região, um transporte confiável, racional, funcional, confortável, com acessibilidade universal, de baixo custo, com baixo índice de emissão de poluentes, etc. e que atendesse toda a população dos Bairros e arredores da Bacia do Itacorubi, estimada em 82.452 habitantes (Agronômica, Trindade, Carvoeira, Pantanal, Córrego Grande, Santa Mônica, Itacorubi, Saco dos Limões, Costeira do Pirajubaé), além de diversas comunidades e loteamentos, (Serrinha, Alto do Pantanal, Sertão do Córrego Grande, os loteamentos Flor da Ilha, Jardim Germânia, Jardim Anchieta, Parque São Jorge e Jardim Itália, Quilombo) e instituições importantes (UFSC, UDESC, Eletrosul, Celesc, Cidasc, Crea e muitas outras instaladas aqui).

As legislações e políticas públicas, em particular o Plano Diretor da cidade não estão respondendo às demandas da população e às carências da cidade, dado o processo conturbado de elaboração e aprovação na Câmara Municipal. O mercado imobiliário, por seu lado, com todo o poder influência sobre a gestão pública, vem pressionando pela aprovação de projetos com maior verticalização para sobrevalorizar o uso e a ocupação do solo, desconsiderando a capacidade de suporte da infraestrutura instalada. O reflexo deste fenômeno urbano na cidade de Florianópolis é evidenciado nos grandes congestionamentos diários e nos desgastes sociais e urbanos. O que tem sido proposto, em geral, são soluções paliativas para modificar a malha viária, já saturada e com forte adensamento de veículos, com projetos muitas vezes mal justificados e que não consideram as inter-relações viárias urbanas. Algumas das consequências da hegemonia do transporte individual motorizado, iniciada na década de 60, acarretaram o desestimulo ao uso de outros modais tais como andar a pé, bicicletas, barcos, bondes, bem como a utilização de alternativas energéticas menos poluentes como a solar, a eólica, a elétrica e outras.

A proposta do Gemurb, de estudar um sistema de transporte público para a Bacia do Itacorubi, bem como, de apresentar soluções para os inúmeros problemas de circulação de pedestres e ciclistas, procura dar respostas efetivas às demandas sociais e tecnológicas que se apresentam. Pretende-se melhorar, significativamente, o padrão dominante do deslocamento das pessoas da região. A solução da problemática da mobilidade urbana, porém, não está simplesmente em transferir este gargalo de mobilidade para as comunidades vizinhas ou para outras regiões da cidade, mas passa, necessariamente, por soluções metropolitanas compartilhadas, pois toda solução ou problema gerado aqui, certamente se refletirá em toda cidade.

Neste sentido, convidamos todos a participarem do debate inicial pela construção de uma proposta de Mobilidade para a BI, com vistas a que este e outros eventos, possam ser amplamente participativos, com representação de todas as entidades dos Bairros da BI e para que estes Debates Programados possam nos oferecer uma eficaz ferramenta de atuação social e contribuição técnica à elaboração dos Planos de Mobilidade de Florianópolis e da Região Metropolitana.

Os prazos serão estabelecidos de acordo com a dinâmica dos trabalhos. É importante que os resultados e proposições parciais e finais destes debates, possam propiciar uma decisiva ferramenta de trabalho e de ação comunitária em defesa do Direto à Cidade e do controle social na gestão pública.

Solicitamos a divulgação deste convite em seus locais de trabalho, nos bairros e entre amigos e familiares moradores da Bacia do Itacorubi.

Atenciosamente, GEMURB (Grupo de Estudo da Mobilidade Urbana)

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